Estilo e linguagem
Catedral Metropolitana de Brasília, exemplar da arquitetura moderna brasileira, em Brasília, Brasil.
Quando se pensa em algum tipo de classificação dos diferentes produtos arquitetônicos observados no tempo e no espaço, é muito comum, especialmente por parte de leigos, diferenciar os edifícios e sítios através da ideia de que eles possuem um estilo diverso um do outro.
Tradicionalmente, a noção de estilo envolve a apreensão de um certo conjunto de fatores e características formais dos edifícios: ou seja, a definição mais primordial de estilo é aquela que o associa à forma da arquitetura, e principalmente seus detalhes estético-construtivos. A partir desta noção, parte-se então, naturalmente, para a ideia de que diferentes estilos possuem diferentes regras. E, portanto, estas regras poderiam ser usadas em casos específicos. A arquitetura, enquanto profissão, segundo este ponto de vista, estaria reduzida a uma simples reunião de regras compositivas e sua sistematização.
Arquitetura clássica e renascentista em Roma.
- Esta é uma ideia que, após os vários movimentos modernos da arquitetura (e mesmo os pós-modernos, que voltaram a debater o estilo) tornou-se ultrapassada e apaixonadamente combatida. A arquitetura, pelo menos no plano teórico e acadêmico, passou a ser entendida através daquilo que efetivamente a define: o trabalho com o espaço habitável. Aquilo que era considerado estilo passou a ser chamado simplesmente de momento histórico ou de escola. Apesar de ser uma ruptura aparentemente banal, ela se mostra extremamente profunda na medida em que coloca uma nova variável: se não valem mais as definições historicistas e estilísticas da arquitetura, o estilo deixa de ser um modelo amplamente copiado e passa a ser a expressão das interpretações individuais de cada arquiteto (ou grupo de arquitetos), daquilo que ele considera como arquitetura.
Portanto, se é possível falar em um estilo histórico (barroco, clássico, gótico, etc.), também torna-se possível falar em um estilo individual (arquitetura Wrightiana, Corbuseana, etc).
| Arquitetura egípcia: Templo de Edfu | Arquitetura grega: Academia de Atenas | Arquitetura indiana de raízes islâmicas: Taj Mahal | Arquitetura sino-oriental: Portão da Grandeza Divina |
Bibliografia
- COSTA, Lúcio, Arquitetura; São Paulo: José Olympio, 2002.
- RASMUSSEN, Esteen Eiler; Arquitetura vivenciada; São Paulo: Martins Fontes, 2002.
- ZEVI, Bruno; Saber ver a arquitetura; São Paulo: Martins Fontes, 2002
- ARGAN, Giulio Carlo; Arte moderna; São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
Referências
- ↑ Ich die Baukunst eine erstarrte Musik nenne - Carta a Eckermann (March 23, 1829) + Também atribuída a Friedrich Schiller.[1]
- ↑ COSTA, Lúcio (1902-1998). Considerações sobre arte contemporânea (1940). In: Lúcio Costa, Registro de uma vivência. São Paulo: Empresa das Artes, 1995. 608p.il.

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