Amante da arquitetura

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sou mulher Como qualquer uma Com dúvidas e soluções Com erros e acertos Amor e desamor. Suave como a gaivota E ferina como a leoa Tranqüila e pacificadora Mas ao mesmo tempo Irreverente e revolucionária! Feliz e infeliz Realista e sonhadora Submissa por condição Mas independente por opinião, Porque sou mulher Com todas as incoerências Que fazem de nós Um forte sexo fragil! . http://lattes.cnpq.br/7402898798508098

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

TEORIA E HISTÓRIA DA ARQUITETURA, URBANISMO E PAISAGISMO I

TEORIA E HISTÓRIA DA ARQUITETURA, URBANISMO E PAISAGISMO I

Ementa
Arquitetura Antiga, Arquitetura Clássica, Arquitetura da Idade média, Idade Moderna, Idade Contemporânea, Arquitetura moderna e Pós-modernismo.
REFERÊNCIAS

10.1.1 - BÁSICA

- CAROL STRICKLAND. Arquitetura Comentada: uma Breve Viagem Pela História da Arquitetura.  Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.
- JONATHAN GLANCEY. A História da Arquitetura.  São Paulo: Loyola, 2001.

10.1.2 - COMPLEMENTAR

LEONARDO BENÉVOLO. História da arquitetura moderna. São Paulo: Perspectiva, 1976.
PETER GOSSEL, GABRIELE LEUTHAUSER- Arquitetura no Século XX. Espanha: Taschen, 1996.

11- MULTI-MÍDIA:

– acessado em 26.08.2011 – página da enciclopédia on line Wikipédia.

Ementa da disciplina TEORIA E HISTÓRIA DA ARQUITETURA, URBANISMO E PAISAGISMO IV

Ementa da disciplina
 TEORIA E HISTÓRIA DA ARQUITETURA, URBANISMO E PAISAGISMO IV

Teoria Urbana e Arquitetônica do Moderno ao Contemporâneo, Arquitetura Sustentável, Psicologia ambiental. A arquitetura contemporânea versus a aplicabilidade de soluções conceituais e a disponibilidade de materiais. Visão crítica da Cidade segundo as teorias pós-modernas.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

7.1  BÁSICA

CASTELLS, Manuel. A questão urbana. Tradução de Arlene Caetano. 3ª. Ed.  Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2006. 590p.

HALL, Edward T., A dimensão oculta; tradução: Waldéa Barcellos. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

NESBITT, Kate(Org) - Nova agenda para a arquitetura: uma antologia teórica. 1965 -1995. Cosac & Naify 2006.

ZEVI, Bruno. Saber Ver Arquitetura. Tradução: Maria Isabel Gaspar, Gäetan Martins de Oliveira. -6ª. Ed. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2009. 286p.

7.2  COMPLEMENTAR

FRAMPTON, Kenneth. História crítica da arquitetura moderna . 1.ed São Paulo: Martins Fontes, 2003

7.3 - PERIÓDICOS:

AU – Arquitetura & Urbanismo – Editora PINI

Projeto Design – arquitetura, “design & interiores” - Editora Arco


sábado, 20 de agosto de 2011

FRASES DE OSCAR NIEMEYER

FRASES DE OSCAR NIEMEYER

Camus diz em 'O Estrangeiro' que a razão é inimiga da imaginação. Às vezes, você tem de botar a razão de lado e fazer uma coisa bonita.
(OSCAR NIEMEYER)
A Arquitetura não muda nada. Está sempre do lado dos mais ricos. O importante é acreditar que a vida pode ser melhor
(OSCAR NIEMEYER)
A Humanidade precisa de sonhos para suportar a miséria; nem que seja por um instante.
(OSCAR NIEMEYER)
A direita quer manter este clima de poder, de injustiça social e de subserviência ao império norte-americano.
(OSCAR NIEMEYER)
A gente precisa sentir que a vida é importante, que é preciso haver fantasia para poder viver um pouco melhor.
(OSCAR NIEMEYER)
A gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem.
(OSCAR NIEMEYER)
A luta por uma sociedade mais justa não pode se perder no tempo.
(OSCAR NIEMEYER)
A miséria existe. E a burguesia brasileira, que é das mais atrasadas, está sentindo isso na pele pela primeira vez. A chance de mudança está aí, nesta situação-limite. E há o inesperado, com o qual devemos contar. Um dia, lá em Paris, Sartre me disse que gostava de ter dinheiro no bolso para dar esmola. O sujeito chegava, Sartre dava um dinheirinho e quase agradecia por isso. Mudei minha opinião sobre a esmola. Como dizia o padre Teillard Chardin, quando ser for melhor que ter, estará tudo resolvido no mundo.
(OSCAR NIEMEYER)
A vida pode mudar a arquitetura. No dia em que o mundo for mais justo, ela será mais simples.
(OSCAR NIEMEYER)
A vida é importante; a Arquitetura não é. Até é bom saber das coisas da cultura, da pintura, da arte. Mas não é essencial. Essencial é o bom comportamento do homem diante da vida.
(OSCAR NIEMEYER)
A vida é mais importante do que a arquitetura
(OSCAR NIEMEYER)
A vida é um sopro. Por isso, não há motivo para tanto ódio
(OSCAR NIEMEYER)
Acho muito bom a pessoa se recolher e ficar pensando em si mesma, conversando com esse ser que tem dentro dela, que é nosso sósia, né? Eu converso com ele a vida inteira.
(OSCAR NIEMEYER)
Acho que escola de samba deveria servir, às vezes, como veículo de protesto, para cantar os anseios da gente pobre. Afinal, os sambistas que descem do morro divertem a burguesia que bate palmas, acha fantástico, mas no dia seguinte tudo esquece.
(OSCAR NIEMEYER)
Casa das Canoas: Minha preocupação foi projetar essa residência com inteira liberdade, adaptando-a aos desníveis do terreno, sem o modificar, fazendo-a em curvas, de forma a permitir que a vegetação nelas penetrasse, sem a separação ostensiva da linha reta.
(OSCAR NIEMEYER)
Catedral de Brasília: Na Catedral, por exemplo, evitei as soluções usuais das velhas catedrais escuras, lembrando pecado. E, ao contrário, fiz escura a galeria de acesso à nave, e esta, toda iluminada, colorida, voltada com seus belos vitrais transparentes para os espaços infinitos. .
(OSCAR NIEMEYER)
Cem anos é uma bobagem. Depois dos 70 a gente começa a se despedir dos amigos. O que vale é a vida inteira, cada minuto também, e acho que passei bem por ela.
(OSCAR NIEMEYER)
Como explicar que cruzar os braços é um problema e que a vida dura só um minuto?
(OSCAR NIEMEYER)
Como o tempo tenta nos enfraquecer!
(OSCAR NIEMEYER)
Compreendo a crítica de arte, muitas vezes justa e honesta, mas sou de opinião que o arquiteto deve conduzir seu trabalho de acordo com as próprias tendências e possibilidades, aceitando-a sem revolta ou submissão, sabendo-a não raro justa e construtiva, mas sempre sujeita a uma comprovação que somente o tempo pode estabelecer.
(OSCAR NIEMEYER)
Conjunto da Pampulha: Era um protesto que eu levava como arquiteto, de cobrir a igreja da Pampulha de curvas, das curvas mais variadas, essa intenção de contestar a arquitetura retilínea que então predominava.
(OSCAR NIEMEYER)
Costumo dizer aos estudantes de Arquitetura que não basta sair da escola para ser bom profissional. O sujeito tem de se abrir para o mundo e não ficar atrás da visão estreita dos especialistas.
(OSCAR NIEMEYER)
De Pampulha a Brasília eu segui o mesmo caminho, preocupado com a forma nova, com a invenção arquitetural. Fazer um projeto que não representasse nada de novo, uma repetição do que já existia, não me interessa. E nesse sentido, até Brasília eu caminhei. Mas senti que tinha que explicar as coisas, às vezes não era compreendido, que havia mesmo uma tendência a contestar essa liberdade de formas que eu prometia.
(OSCAR NIEMEYER)
Desejo ver um mundo melhor, mais fraternal, em que as pessoas não queiram descobrir os defeitos das outras, mas, sim, que tenham prazer de ajudar o outro.
(OSCAR NIEMEYER)
Enfim, pude conviver com verdadeiros patriotas. Brizola, preocupado com a formação das crianças, levou adiante o projeto de Darcy de construir os CIEPs. Do ponto de vista da Arquitetura, os CIEPs não tinham importância. Do ponto de vista social, tinham. Hoje estão por aí, abandonados.
(OSCAR NIEMEYER)
Enquanto existir miséria e opressão, ser comunista é a solução.
(OSCAR NIEMEYER)
Espero que Brasília seja uma cidade de homens felizes: homens que sintam a vida em toda sua plenitude, em toda sua fragilidade; homens que compreendam o valor das coisas simples e puras um gesto, uma palavra de afeto e solidariedade.
(OSCAR NIEMEYER)
Estamos otimistas, o mundo está mudando, o império velho de Bush está desmoralizado. Acho que o mundo está melhorando. O Capitalismo está desmoralizado, e essa reação é natural.
(OSCAR NIEMEYER)
Estou me lixando para o cliente.
(OSCAR NIEMEYER)
Eu diria que sou um ser humano como outro qualquer, que vim. Deixo a minha pequena história que vai desaparecer como todas as outras.
(OSCAR NIEMEYER)
Fiz o que quis. Juscelino Kubitschek nunca me disse para projetar cúpulas no Congresso, rampa no Planalto, parlatório - Até que ficou direitinho. Se não houvesse parlatório, os presidentes ficariam acenando para o povo de uma janela, como se fossem papas. Seria ridículo.
(OSCAR NIEMEYER)
Gosto da idéia de uma catedral suspensa. Tenho de me preocupar em criar uma atmosfera serena para o crente falar com Deus.
(OSCAR NIEMEYER)
Há o pessimismo que bate quando estou sozinho e penso no mundo. Mas se é para ir a uma festa em que há mulheres bonitas, o pessimismo desaparece. A vida está correndo. Tenho momentos de tristeza, de prazer, de saudade... Faz parte.
(OSCAR NIEMEYER)
Lembro, com prazer, que desenhei as colunas do Palácio da Alvorada, e com prazer maior ainda as vi depois repetidas por toda parte. Era a surpresa arquitetural contrastando com a monotonia existente.
(OSCAR NIEMEYER)
Lembro-me da noite em que Fidel esteve em meu escritório. Convidei amigos e, à meia-noite, quando ele ia embora, o elevador enguiçou. Para pegar o outro, ele teve de passar pelo apartamento de um vizinho, que até hoje conta essa ocorrência com certo orgulho. Dá para imaginar o susto do casal ao abrir a porta e dar de cara com o Fidel? O único comunista que mora nesse prédio sou eu. Mas, quando Fidel saiu, o edifício todo estava iluminado e o pessoal batendo palmas. Dizem que é preciso a noite para surgir o dia, e foi isso que aconteceu com Cuba.
(OSCAR NIEMEYER)
Lógico que ainda acredito no Comunismo. Não sou cretino. É uma idéia que está no coração de todo mundo.
(OSCAR NIEMEYER)
Mais importante do que a Arquitetura é estar ligado ao mundo. É ter solidariedade com os mais fracos, revoltar-se contra a injustiça, indignar-se contra a miséria. O resto é o inesperado; é ser levado pela vida.
(OSCAR NIEMEYER)
Meu avô, que foi ministro do Supremo Tribunal, morreu sem um tostão. Inclusive a casa em que a gente morava estava hipotecada. Sempre tive a idéia de que o dinheiro não vale nada. Achei bonito ele morrer assim. Já disse que teria vergonha de ser um homem rico. Considero o dinheiro uma coisa sórdida.
(OSCAR NIEMEYER)
Na rua, protestando, é que a gente transforma o País.
(OSCAR NIEMEYER)
Nem os meus amigos, que me ajudaram muito, como o JK, entendiam. As pessoas viam os projetos e diziam: que bonito! Mas não estavam entendendo nada.
(OSCAR NIEMEYER)
No dia em que o mundo for mais justo, a vida será mais simples
(OSCAR NIEMEYER)
Nossa passagem pela vida é rápida. Cada um vem, conta sua história, vai embora e depois ela será apagada para sempre. A vida continua.
(OSCAR NIEMEYER)
Nunca acreditei na vida eterna. Sempre vi a pessoa humana frágil e desprotegida nesse caminho inevitável para a morte... Às vezes, muito jovem, o espiritismo me atraía, logo dissolvido pelo materialismo dialético, irrecusável. Se via uma pessoa morta, meu pensamento era radical. Desaparecera, como disse Lacan, antes de morrer. Um corpo frio a se decompor, e nada mais.
(OSCAR NIEMEYER)
Nunca me calei. Nunca escondi minha posição de comunista. Os mais compreensíveis que me convocam como arquiteto sabem da minha posição ideológica. Pensam que sou um equivocado e eu penso a mesma coisa deles. Não permito que ideologia nenhuma interfira em minhas amizades.
(OSCAR NIEMEYER)
Não acredito em momento de glória: somos insignificantes demais para pensar nessas coisas.
(OSCAR NIEMEYER)
Não acredito em uma Arquitetura ideal, insubstituível; somente em boa e má arquitetura. Gosto de Le Corbusier como gosto de Mies, de Picasso como de Matisse, de Machado como de Eça.
(OSCAR NIEMEYER)
Não existe Arquitetura bonita ou feia. Existe Arquitetura boa e ruim.
(OSCAR NIEMEYER)
Não leio nada do que escrevem sobre mim, embora existam 30 ou 40 livros. Prefiro ler um livro de Georges Simenon.
(OSCAR NIEMEYER)
Não posso me queixar. Até que tenho tido trabalho.
(OSCAR NIEMEYER)
Não é o ângulo reto que me atrai. Nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual. A curva que encontro nas montanhas do meu País, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, nas nuvens do céu, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o Universo - o Universo curvo de Einstein.
(OSCAR NIEMEYER)
O Bush, no fundo, é um idiota que tem as armas na mão, e delas se serve para levar o terror às áreas mais desprotegidas. Representa o Capitalismo, que, decadente, tudo faz para subsistir.
(OSCAR NIEMEYER)
O homem tem de ser modesto; tem de olhar para o céu.
(OSCAR NIEMEYER)
O importante não é sair da escola como profissional competente, mas estar consciente dos problemas da vida, desta miséria imensa que precisa ser eliminada.
(OSCAR NIEMEYER)
O mais importante não é a Arquitetura, mas a vida, os amigos e este mundo injusto que devemos modificar.
(OSCAR NIEMEYER)
O que nós queremos na Arquitetura com a mudança na sociedade não é nada especial: as casas de luxo vão ser menores. Os grandes empreendimentos urbanos... vão ser maiores ainda porque todos deles vão participar.
(OSCAR NIEMEYER)
O ruim de Brasília é que quando a gente chega lá percebe que a cidade está inacabada.
(OSCAR NIEMEYER)
Os caminhões de operários vinham de toda parte do Brasil querendo colaborar, pensando que iam encontrar a terra da promissão, e estão lá nas cidades satélites, tão pobres quanto antes. Não basta fazer uma cidade moderna; é preciso mudar a sociedade. Isso é que é importante.
(OSCAR NIEMEYER)
Palácio do Planalto: Eu queria, neste caso, fazer uma coisa nova, mais variada, com formas mais livres, criando ponto de vista diferente.
(OSCAR NIEMEYER)
Patriota é quem defende o patrimônio nacional. É lutar pela Amazônia. Os americanos estão voando sobre nossas riquezas porque a Amazônia faz parte do plano deles. Até os militares no Brasil estão contra isso.
(OSCAR NIEMEYER)
Pergunta de Geneton Moraes Neto: Aos 100 anos de idade, como é que Oscar Niemeyer definiria a vida, em uma só palavra? Resposta de Oscar Niemeyer: Solidariedade.
(OSCAR NIEMEYER)
Praça dos Três Poderes: Eu não me preocupava com a opinião de ninguém eu não via livro de arquitetura.
(OSCAR NIEMEYER)
Preocupam-me as desigualdades sociais.
(OSCAR NIEMEYER)
Projetar um conjunto de prédios é sempre estimulante, apesar de mais complexo, porque as formas de um têm a ver com as de outro, formando a unidade arquitetural. O projeto de Niterói está bem resolvido. É um conjunto que se abre para o mar, com uma vista fantástica e uma praça sem igual no Brasil. É importante fazê-lo.
(OSCAR NIEMEYER)
Quando Juscelino Kubitschek me procurou, na minha Casa das Canoas, pedindo que eu ajudasse a ele na construção da nova capital, eu fiquei entusiasmado, era uma obra que me interessava e ia ajudar a um amigo que acompanhava há muito tempo. Eu já não tinha preocupação em dar explicação a ninguém, já me sentia a vontade para fazer o que bem entendia.
(OSCAR NIEMEYER)
Quando a vida se degrada e a esperança sai do coração dos homens, só a revolução.
(OSCAR NIEMEYER)
Quando alguém vai à Brasília, eu pergunto se viu o Congresso Nacional, e pergunto, depois, se gostou; se achou que o projeto era bom. Certo de que poderia ter gostado ou não, mas que nunca poderia dizer que tinha visto antes coisa parecida.
(OSCAR NIEMEYER)
Quando faço palestras para estudantes,digo que a arquitetura não é importante,o importante é a vida.
(OSCAR NIEMEYER)
Quando olho para trás vejo que não fiz concessões e que segui o bom caminho. Isso é que dá uma certa tranqüilidade.
(OSCAR NIEMEYER)
Quando projetei a casa de Oswald de Andrade e a fachada, em um jogo de curvas e retas inovador, as diferenças de pé-direito a justificaram.
(OSCAR NIEMEYER)
Quando uma forma cria beleza tem na beleza sua própria justificativa.
(OSCAR NIEMEYER)
Se a reta é o caminho mais curto entre dois pontos, a curva é o que faz o concreto buscar o infinito.
(OSCAR NIEMEYER)
Se eu fosse jovem, em vez de fazer Arquitetura, gostaria de estar na rua protestando contra este mundo de merda em que vivemos. Mas, se isso não é possível, limito-me a reclamar o mundo mais justo que desejamos, com os homens iguais, de mãos dadas, vivendo dignamente esta vida curta e sem perspectivas que o destino lhes impõe.
(OSCAR NIEMEYER)
Sem ela -a intuição - não se faz nada. O ensino de hoje está roubando a intuição das crianças. Um garoto de 10 anos pode ser capaz de criar um painel fantástico. No entanto, ele é levado a lidar com esquemas prontos, a obedecer aos professores, a cair na rotina. No fundo, ninguém entende de Arquitetura, porque ela é subjetiva, tem mistérios e minúcias que não são dados a revelar.
(OSCAR NIEMEYER)
Sempre me senti atraído, desde jovem, pelas esculturas gregas e egípcias, a Vitória de Samotrácia; gosto das obras de Henri Moore e Heepworth, da pureza de Brancusi, das belas mulheres de Despiau e de Maillol, das figuras esguias de Giacometti.
(OSCAR NIEMEYER)
Sempre que viajava de carro para Brasília, minha distração era olhar para as nuvens do céu. Quantas coisas inesperadas elas sugerem! Às vezes são catedrais enormes e misteriosas - as catedrais de Exupéry com certeza. Outras, guerreiros terríveis, carros romanos a cavalgarem pelos ares. Outras, ainda, monstros desconhecidos a correrem pelos ventos em louca disparada e, mais freqüentemente, lindas e vaporosas mulheres recostadas nas nuvens, a sorrirem para mim dos espaços infinitos.
(OSCAR NIEMEYER)
Sempre tive a idéia de que o dinheiro não vale nada. Já disse que teria vergonha de ser um homem rico. Considero o dinheiro uma coisa sórdida.
(OSCAR NIEMEYER)
Ser comunista é ser realista. A própria história da vida nasce e morre, são os minutos que ela dá. Mas é uma razão para a gente andar de mãos dadas, trabalhar.
(OSCAR NIEMEYER)
Ser comunista, hoje, é ser um indivíduo simples, justo e solidário. O mundo que está aí me preocupa. Quando as torres gêmeas desabaram em Nova York, no 11 de setembro, eu tomava café em um bar do Rio. Vendo as imagens na TV, pensei em como somos pequenos no Universo. O homem precisa tomar consciência disso e parar de produzir injustiça.
(OSCAR NIEMEYER)
Solidariedade justifica o curto passeio da vida.
(OSCAR NIEMEYER)
Sou pessimista. Não como Schopenhauer. Eu me identifico com a linha do Nietzsche, do Sartre. A vida não tem perspectiva. O importante é a gente estar dentro da realidade, saber que tudo é um minuto e não vale a pena estar brigando. Sempre digo que todos têm um lado bom. Isso ajuda a viver. A minha preocupação é ajudar as pessoas, ser útil, reconhecer que a vida é um espaço curto e que estamos no mesmo barco. .
(OSCAR NIEMEYER)
Tantos anos passados... E minha mulher, que levanta sempre muito cedo, volta para a cama do lado esperando dar 8:30 para me acordar. Muitas vezes finjo que estou dormindo só para ela ter o prazer de me acordar dizendo: - Oscarzinho, são oito e meia!
(OSCAR NIEMEYER)
Todo brasileiro tem que gostar de samba, assim como de futebol... Tive a época dos meus porres e da farra. Agora carnaval é só para assistir.
(OSCAR NIEMEYER)
Trabalhei muito, fiz meu trabalho na prancheta, como um homem comum.
(OSCAR NIEMEYER)
Urbanismo e arquitetura não acrescentam nada. Na rua, protestando, é que a gente transforma o País.
(OSCAR NIEMEYER)
Às vezes, é preciso a noite para surgir o dia. O inesperado comanda a história, o mundo. Para pior ou para melhor. Lembro que estava em um restaurante conversando com amigos na véspera de as torres de Nova York - WTC - serem derrubadas. Eu falava sobre o inesperado, e no dia seguinte ele aconteceu, mudando tudo. Não houve o Hitler? Agora não há o Bush? Um abutre. É péssimo. Tenho a impressão de que a guerra é inevitável.
(OSCAR NIEMEYER)
É tolice dizer que as coisas são imutáveis. Tudo pode ser mudado. Só aquilo no qual acredito e certas convicções permanecem as mesmas.
(OSCAR NIEMEYER)

Oscar - arquiteto de sonhos

EnrrOscar



O lápis desliza no papel fazendo curvas, preenchendo o vazio como lã



que vão brotar do chão como uma fogueira de São João



entortará e rasgará o céu sem machucar como um pedaço de papel




e pelo Copan, enrrOscará os andares urbanos para o moderno não virar do tirano

O arquiteto em Oscar


O trabalho de um arquiteto (assim como o do artista. Um arquiteto-artista…) envolve ver o que não existe. É preparar uma construção sem ela estar pronta. É antever como o ambiente virtual vai se tornar real no meio das outras construções que já eram reais e de pessoas que já existiam antes daquela nova produção.
Por isso mesmo que a construção do arquiteto é uma construção artística. Oscar, assim como vários outros arquitetos, soube usar formas simples para construir prédios. Alguns prédios enunciam subjetividades pesadas, duras, que afastam os bons encontros; porém, no caso da arquitetura de Niemeyer, a leveza de suas curvas e a liberdade do traço não conduz a isto. Muitas vezes há casos como o Congresso Nacional, projetado por Niemeyer, que mesmo o contínuo e expressivo mal uso do poder e o rastro de corrupção conseguem produzir rachas na estrutura do arquiteto.

O trabalho de um arquiteto (assim como o do artista. Um arquiteto-artista…) envolve ver o que não existe. É preparar uma construção sem ela estar pronta. É antever como o ambiente virtual vai se tornar real no meio das outras construções que já eram reais e de pessoas que já existiam antes daquela nova produção.
Por isso mesmo que a construção do arquiteto é uma construção artística. Oscar, assim como vários outros arquitetos, soube usar formas simples para construir prédios. Alguns prédios enunciam subjetividades pesadas, duras, que afastam os bons encontros; porém, no caso da arquitetura de Niemeyer, a leveza de suas curvas e a liberdade do traço não conduz a isto. Muitas vezes há casos como o Congresso Nacional, projetado por Niemeyer, que mesmo o contínuo e expressivo mal uso do poder e o rastro de corrupção conseguem produzir rachas na estrutura do arquiteto.

Projeto e fotos do Palácio do Planalto em Brasília, construido em 1958.

Praça barroca do período da União Ibérica

Praça barroca do período da União Ibérica (1590-1640), na cidade de São Cristóvão, Sergipe, fundada em 1590, e a quarta mais antiga do Brasil, foi incluída pela Unesco na lista de Patrimônio Cultural da Humanidade. Em segundo plano, a Igreja e Convento de Santa Cruz (ou Convento de São Francisco).


São Cristovão
A CIDADE
São Cristóvão é uma das mais antigas cidades do país (considerada por alguns a 4a cidade mais antiga) e foi a primeira capital de Sergipe, fundada em janeiro de 1590, no contexto da Dinastia Filipina em Portugal. Os principais monumentos, na Cidade Alta, são cerca de 10 prédios em torno da praça.
A construção teve início em 1693, a partir das doações da comunidade aos franciscanos. Quando a cidade era a capital da Província, o convento abrigou a Assembléia Provincial e o salão da Ordem Terceira era ocupado pela Tesouraria Geral da Província. Já na República, São Cristóvão também aquartelou as tropas do batalhão que combateu os seguidores de Antônio Conselheiro, em Canudos, em 1897.
A cidade foi tombada pelo Iphan em 23 de janeiro de 1967. Na praça se localiza Museu de Arte Sacra com acervo considerado o terceiro mais importante do país, oMuseu de Sergipe, além de outros prédios importantes.

Igreja e Convento de São Francisco, Salvador, Bahia

Igreja e Convento de São Francisco, Salvador, Bahia ~
Considerada uma das mais ricas e espetaculares igrejas do país, tem todo o interior coberto em ouro. Sua fachada barroca é de 1723, como também os painéis de azulejos portugueses que reproduzem a lenda do nascimento de São Francisco e sua renúncia aos bens materiais. A nave central, cortada por outra menor, forma uma cruz. As pinturas têm forma de estrelas, hexágonos e octógonos e exaltam Nossa Senhora. Na sacristia, estão reunidos 18 painéis a óleo sobre a vida de São Francisco. Os dois púlpitos laterais são talhados com folhas de videira, pássaros e frutos colhidos por meninos e recobertos de ouro.

Nossa Senhora, século XVIII
Nossa Senhora, século XVIII (sacristia)

Santuário de Bom Jesus de Matosinhos

Santuário de Bom Jesus de Matosinhos ~
Um dos maiores representantes do barroco brasileiro
O Santuário de Bom Jesus de Matosinhos é um conjunto arquitetônico e paisagístico formado por uma igreja, um adro com esculturas de Doze Profetas feitas por Aleijadinho e seis capelas com cenas da Paixão de Cristo. O santuário está localizado no morro do Maranhão, no município brasileiro de Congonhas, estado de Minas Gerais.

Adro do Santuário de Bom Jesus de Matosinhos,
com os doze profetas de Aleijadinho
O conjunto foi construído em várias etapas, nos séculos XVIII e XIX, por vários mestres, artesãos e pintores, como Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e Manuel da Costa Ataíde.
Tombado pelo SPHAN, atual IPHAN, em 1939, como patrimônio histórico nacional, foi considerado Patrimônio Mundial da Unesco em 1985.
A fundação do santuário é atribuída ao português Feliciano Mendes que, tendo adoecido gravemente, prometeu construir um templo a Bom Jesus de Matosinhos, como o que havia em Braga, sua terra natal, caso alcançasse a cura.

Bom Jesus de Matosinhos, à noite.
A primeira igreja do novo Matosinhos de Minas Gerais foi construída em 1773, com a construção, anos após, entre 1780 e 1793 da Via Crúcis do sopé do morro até o santuário. A via-sacra é composta por uma série de capelas de planta quadrada, paredes caiadas e teto de quatro águas que abrigam cenas da Paixão de Cristo representadas mediante conjuntos esculturais esculpidos em cedro brasileiro e policromias, seguindo a estética sentimental e rebuscada de rococó.
O sacro caminho desenrola-se em ziguezague, subindo por uma ladeira simbólica na qual organizavam-se procissões de penitência para expiar as culpas da sociedade opulenta do final do século XVIII neste importante centro minerário do Novo Mundo.

Chafariz do Carmo


No Rio de Janeiro a presença lusitana se faz sentir mais fortemente. Distingue-se das outras cidades por uma tendência à sobriedade neoclássica, reforçada pelas influências no Brasil da reforma pombalina. Na arte civil, por exemplo, Passeio Público de 1779-1785 e Chafariz da Pirâmide de 1789 (imagem acima) e sacra de Mestre Valentim o perfeito equilíbrio entre os postulados racionais do classicismo, a dinâmica e grandiloqüência do barroco e um certo sentido de preciosismo e delicadeza da estética rococó, sintetiza brilhantemente o espírito da arte carioca da segunda metade do século XVIII.

– Sobre o Chafariz de Mestre Valentim
Vista do Largo do Carmo (Debret, 1834). Em primeiro plano
vê-se o Chafariz de Mestre Valentim junto ao cais.
Chafariz do Carmo — popularmente conhecido como Chafariz de Mestre Valentim ou Chafariz da Pirâmide, localiza-se no antigo Largo do Carmo, atual Praça XV, no centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. Antes dos aterros, encontrava-se junto à escadaria de atracação dos barcos. A necessidade de abastecimento de água, segundo o Dicionário de Curiosidades do Rio de Janeiro, levou a Coroa Portuguesa a dar licença para construção desse chafariz bem ao lado de um outro, o Chafariz da Junta de Comércio. A obra iniciou-se em 1779, a mando do Vice-Rei D. Luís de Vasconcelos e Sousa (1779-1790), com risco do Brigadeiro Jacques Funk. De seu primitivo local, o novo chafariz foi transferido para a beira-mar e Mestre Valentim chamado para executar a obra, inteiramente reformada, dada a fragilidade do material. Tem a forma de uma torre, encimada por uma pequena pirâmide em granito, com detalhes (placas comemorativas, pináculos em forma de fogaréus) em pedra de lioz portuguesa. Mestre Valentim acrescentou apenas o brasão do Vice-Rei, em mármore branco, e duas outras peças em homenagem à Rainha D. Maria I. A obra estava concluída em 1789.

O Barroco Brasileiro

Barroco Brasileiro ~


O barroco, no Brasil, foi introduzido no início do século XVII pelos missionários católicos, especialmente jesuítas, que trouxeram o novo estilo como instrumento de doutrinação cristã. O poema épico Prosopopéia (1601), de Bento Teixeira, é um dos seus marcos iniciais. Atingiu o seu apogeu na literatura com o poeta Gregório de Matos e com o orador sacro Padre Antônio Vieira, e nas artes plásticas seus maiores expoentes foram Aleijadinho, na escultura, e Mestre Ataíde, na pintura. No campo da arquitetura esta escola floresceu notavelmente no Nordeste, mas com grandes exemplos também no centro do país, em Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro. Na música, ao contrário das outras artes, sobrevivem poucos mas belos documentos do barroco tardio. Com o desenvolvimento do neoclassicismo a partir das primeiras décadas do século XIX a tradição barroca, que teve uma trajetória de enorme vigor no Brasil e foi considerada o estilo nacional por excelência, caiu progressivamente em desuso, mas traços dela seriam encontrados em diversas modalidades de arte até os primeiros anos do século XX.
O Barroco apareceu no Brasil quando já se haviam passado cerca de cem anos de presença colonizadora no território; a população já se multiplicava nas primeiras vilas e alguma cultura autóctone já lançara sementes. O Barroco não foi, assim, o veículo inaugural da cultura brasileira, o Maneirismo cumpriu o papel de iniciador, mas floresceu ao longo da maior parte de sua curta história "oficial" de 500 anos, num período em que os residentes lutavam por estabelecer uma economia auto-sustentável — contra uma natureza selvagem e povos indígenas nem sempre amigáveis — até onde permitisse sua condição de colônia pesadamente explorada pela metrópole. O território conquistado se expandia em passos largos para o interior do continente, a população de origem lusa ainda mal enraizada no litoral estava em constante estado de alerta contra os ataques de índios pelo interior e piratas por mar, e nesta sociedade em trabalhos de fundação se instaurou a escravatura como base da força produtiva.
O Barroco no Brasil foi formado por uma complexa teia de influências européias e locais, embora em geral coloridas pela interpretação portuguesa do estilo. É preciso lembrar que o contexto econômico em que o Barroco se desenvolveu na colônia era completamente diverso daquele que lhe dava origem na Europa. Aqui o ambiente era de pobreza e escassez, com tudo ainda por fazer. Por isso o Barroco brasileiro já foi acusado de pobreza e incompetência quando comparado com o europeu, de caráter erudito, cortesão, sofisticado e sobretudo branco, apesar de todo ouro nas igrejas nacionais, pois muita coisa é de execução tecnicamente tosca, feita por mão escrava ou morena. Mas esse rosto impuro, mestiço, é que o torna único e inestimável.
Também é preciso assinalar que o barroco se enraizou no Brasil com certo atraso em relação à Europa, e este descompasso, que se perpetuou por toda sua trajetória, por vezes ajudou a mesclar, de forma imprevista, elementos estilísticos que se desenvolviam localmente com outros externos mais atualizados que estavam em constante importação. Os religiosos ativos no país, muitos deles literatos, arquitetos, pintores e escultores, e oriundos de diversos países, contribuíram para esta complexidade trazendo sua variada formação, que receberam em países como Espanha, Itália e França, além do próprio Portugal. O contato com o oriente, via Portugal e as companhias navegadoras de comércio internacional, também deixou sua marca, visível nas chinoiseries que se encontram ocasionalmente nas decorações e nas estatuetas em marfim.
No início do século XVIII, o Barroco brasileiro conseguiu uma face relativamente unificada, no chamado "estilo nacional português", cujas raízes eram de fato italianas, sendo adotado sem grandes variações nas diversas regiões, e a partir de 1760, por influência francesa, se suavizou no Rococó, bem evidente nas igrejas de Minas Gerais. No fim do século XVIII o Barroco brasileiro já se encontrava perfeitamente "nacionalizado", tendo dado inumeráveis frutos anteriores de alto valor, e apareceram as figuras célebres que o levaram a uma culminação, e que iluminaram em grande estilo também o seu fim como corrente estética dominante: Aleijadinho na arquitetura e na escultura, e na pintura Mestre Ataíde. Eles epitomizam uma arte que havia conseguido amadurecer e se adaptar ao ambiente de um país tropical e dependente da Metrópole, ligando-se aos recursos e valores regionais e constituindo um dos primeiros grandes momentos de originalidade nativa, de brasilidade genuína. Demonstrando possuírem grande força plástica e expressiva, tornaram-se ícones da cultura nacional. O grande ciclo de onde surgiram foi logo depois abruptamente interrompido com a imposição oficial da novidade neoclássica de inspiração francesa, no início do século seguinte.
Assim como em outras partes do mundo onde existiu, o barroco foi no Brasil um estilo movido pela inspiração religiosa, mas ao mesmo tempo de enorme ênfase na sensorialidade e na riqueza dos materiais e formas, num acordo tácito e ambíguo entre glória espiritual e êxtase carnal. Este pacto, quando as condições permitiram, criou algumas obras de arte de enorme complexidade formal, que nos fazem admirar a perícia do artesão e a inventividade do projetista - amiúde anônimos e de extrato popular. Basta uma entrada num dos templos principais do Barroco brasileiro, seja em Minas, seja em Salvador, para os olhos de pronto se perderem num quebra-cabeças de formas e cores, onde as imagens dos santos são emolduradas por resplendores, cariátides, anjos, guirlandas, colunas e entalhes em volume tal que não deixam um palmo quadrado de espaço à vista sem intervenção decorativa, num luxo materialista onde foi gasto muito ouro. Como disse Germain Bazin, "para o homem deste tempo, tudo é espetáculo".
Além da beleza de formas o Catolicismo durante o Barroco se valeu com ênfase do aspecto devocional, e o amor e a compaixão eram visualmente estimulados pela representação dos momentos mais dramáticos da história sagrada, e assim proliferam os Cristos açoitados, as Virgens com o coração trespassado de facas, os crucifixos sanguinolentos, as patéticas imagens de roca articuladas e com cabelos e vestes reais que se levavam em procissões solenes e feéricas onde não faltavam as lágrimas e os pecados eram confessados em alta voz. Mas essa mesma devoção, que tantas vezes adorou o trágico, plasmou também inúmeras cenas de êxtase e visões celestes, e outras tantas Madonas de graça ingênua e juvenil e encanto perene, e doces Meninos Jesus, cujo apelo ao coração simples do povo era imediato e sumamente efetivo. Novamente Bazin captou a essência do processo dizendo que "a religião foi o grande princípio de unidade no Brasil. Ela impôs às diversas raças aqui misturadas, trazendo cada uma um universo psíquico diferente, um mundo de representações mentais básico, que facilmente se superpôs ao mundo pagão, no caso dos índios e dos negros, através da hagiografia, tão adequada para abrir caminho ao cristianismo aos oriundos do politeísmo".

Curiosidades sobre o barroco

D. Pedro IV
D. Pedro IV
ESTILO BARROCO

O estilo barroco nasceu em Roma, Itália, e rapidamente se espalhou pela Europa. Era uma arte espectacular e faustosa, que serviu, admiravelmente, a necessidade que os os governos absolutistas, as igrejas cristãs e a burguesia sentiam de impressionar e deslumbrar o povo.
O nome "barroco" tem origem na palavra espanhola barueco que significa "pérola de forma irregular.
Em Portugal, o estilo barroco atingiu o seu esplendor com D. João V,- barroco joanino - que, graças ao ouro do Brasil contratou artistas estrangeiros e mandou realizar várias obras de arte. As criações dos artistas portugueses é visível nos altares de talha dourada e nos painéis de azulejos, em azul e branco, que embelezam igrejas, salões, escadarias e jardins.
Durante este período foram construídos, em Portugal, grandes obras de arte de que destacamos: o Convento e a Biblioteca do Convento de Mafra, a Torre dos Clérigos,a Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra, a Igreja e escadas do Bom Jesus de Braga, o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios em Lamego, o Palácio do Freixo no Porto e o Solar de Mateus em Vila Real.
O Barroco (palavra cujo significado tanto pode ser pérola irregular quanto mau gosto) pode ser considerado como uma forma de arte emocional e sensual, ao mesmo tempo em que se caracteriza pela monumentalidade das dimensões, opulência das formas e excesso de ornamentação.
As obras pictóricas barrocas tornaram-se instrumentos da Igreja, como meio de propaganda e ação. Isto não significa uma pintura apenas de santos e anjos, mas de um conjunto de elementos que definem a grandeza de Deus e de suas criações. Os temas favoritos devem ser procurados na Bíblia ou na mitologia greco-romana.
Composição assimétrica, em diagonal - que se revela num estilo grandioso, monumental, retorcido, substituindo a unidade geométrica e o equilíbrio da arte renascentista.
* Acentuado contraste de claro-escuro (expressão dos sentimentos) - era um recurso que visava a intensificar a sensação de profundidade.
* Realista, abrangendo todas as camadas sociais.
Como outras formas de arte barroca, a música caracterizou-se por pormenores e contrastes complexos. Está intimamente relacionada com a vida da Igreja e da corte. A música de cunho religioso tornou-se progressivamente dramática e secular. A ópera, com seus espetáculos elaboradamente encenados, desenvolveu-se primeiramente durante a época barroca. Entre os grandes compositores barrocos, incluem-se Cláudio Monteverdi e Alessandro Scarlatti, na Itália, e Johann Sebastian Bach e George F. Handel, na Alemanha.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Linguagem arquitetônica

Linguagem arquitetônica

 
Arquitetura Strasbourg-RemiLeblond-J2R-Passerelle2.jpg

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A expressão linguagem arquitetônica (ou linguagem arquitectónica, na grafia européia) se refere ao conjunto de elementos que dão à composição arquitetônica, enquanto expressão artística e manifestação da vontade humana, um certo ordenamento sintático, morfológico e semântico. Os arquitetos não pretendem com sua obra passar "mensagens" concretas, traduzíveis em palavras, através do domínio da gramática e da sintaxe das formas e do espaço, mas do contrário, transmitir ao usuário da arquitetura uma determinada experiência abstrata.

Índice

Visão geral

O domínio de uma certa linguagem arquitetônica envolve o reconhecimento de que a composição arquitetônica surge a partir das relações formais, sintáticas e pragmáticas dos elementos a serem trabalhados e que diferentes formas de organização das informações existentes resultam em produtos mais ou menos adequados a uma certa intenção. Dessa forma, o estudo desta linguagem confunde-se com os postulados teóricos da teoria da gestalt, mas não se limitam a ela.
Portanto, a linguagem arquitetônica de uma determinada obra de arquitetura se dá pela relação entre seus elementos e o todo, de acordo com o partido tomado pelo arquiteto e compondo, através da relação entre as partes e o todo, uma unidade estética. Eventualmente a palavra é confundida com a expressão estilo, embora do ponto de vista teórico, o estilo se refere a uma determinada classificação (em geral histórica) sobre a produção arquitetônica de um povo ou período: normalmente está associado ao estabelecimento de regras de composição e projeto. A linguagem, por outro lado, se refere simplesmente ao uso dos elementos arquitetônicos com o fim de se chegar à composição, seja ela qual for.
A linguagem arquitetônica também transcende a questão do belo, por si só: não se pretende a beleza como simples juízo de valor, mas como experiência estética que gere uma certa fruição. Em geral, o correto domínio dos elementos, através do controle de suas várias relações, resultará em obras "belas", mas ainda assim de um ponto de vista relativo.

 Espaço

Como as questões relativas à linguagem aplicam-se aos diversos campos da expressão humana, é preciso limitar campo de atuação da linguagem da arquitetura. Para isso, é preciso refletir sobre aquilo que a define por princípio, pelo seu principal meio de expressão e de trabalho.
Este meio é o espaço. É no espaço (entendido em toda a sua amplitude de significados, não só o espaço cartesiano mas também o espaço social, o espaço vivenciado pela experiência humana) que a arquitetura efetivamente se manifesta e no qual os seus elementos podem ser arranjados. A linguagem da arquitetura, portanto, é sinteticamente o espaço. Os invólucros formais que definem o espaço (as paredes de uma construção, por exemplo), do ponto de vista da linguagem, são considerados não um fim mas um instrumento: as alterações que se fazem neles têm como fim a alteração do espaço como ente a ser percebido pelo homem. Um exemplo claro deste raciocínio é a pintura de apenas uma entre várias paredes de uma cor mais escura que as outras, alterando a forma como um indivíduo sentirá o tamanho a ser percorrido até chegar até ela.

 Elementos de composição arquitetônica

Os seguintes elementos são os mais explorados como meio de expressão da arquitetura:
Os seguintes artifícios são utilizados como instrumento de composição daqueles elementos:

 Referências Ver também

 Bibliográficas

  • RASMUSSEN, Esteen Eiler; Arquitetura vivenciada; São Paulo: Martins Fontes, 1998. ISBN 85-336-0931-0

Estilo e linguagem

Estilo e linguagem
Quando se pensa em algum tipo de classificação dos diferentes produtos arquitetônicos observados no tempo e no espaço, é muito comum, especialmente por parte de leigos, diferenciar os edifícios e sítios através da ideia de que eles possuem um estilo diverso um do outro.
Tradicionalmente, a noção de estilo envolve a apreensão de um certo conjunto de fatores e características formais dos edifícios: ou seja, a definição mais primordial de estilo é aquela que o associa à forma da arquitetura, e principalmente seus detalhes estético-construtivos. A partir desta noção, parte-se então, naturalmente, para a ideia de que diferentes estilos possuem diferentes regras. E, portanto, estas regras poderiam ser usadas em casos específicos. A arquitetura, enquanto profissão, segundo este ponto de vista, estaria reduzida a uma simples reunião de regras compositivas e sua sistematização.
Arquitetura clássica e renascentista em Roma.
- Esta é uma ideia que, após os vários movimentos modernos da arquitetura (e mesmo os pós-modernos, que voltaram a debater o estilo) tornou-se ultrapassada e apaixonadamente combatida. A arquitetura, pelo menos no plano teórico e acadêmico, passou a ser entendida através daquilo que efetivamente a define: o trabalho com o espaço habitável. Aquilo que era considerado estilo passou a ser chamado simplesmente de momento histórico ou de escola. Apesar de ser uma ruptura aparentemente banal, ela se mostra extremamente profunda na medida em que coloca uma nova variável: se não valem mais as definições historicistas e estilísticas da arquitetura, o estilo deixa de ser um modelo amplamente copiado e passa a ser a expressão das interpretações individuais de cada arquiteto (ou grupo de arquitetos), daquilo que ele considera como arquitetura.
Portanto, se é possível falar em um estilo histórico (barroco, clássico, gótico, etc.), também torna-se possível falar em um estilo individual (arquitetura Wrightiana, Corbuseana, etc).
S F-E-CAMERON EGYPT 2006 FEB 00289.JPGAcademyOfAthens (3).jpgTaj Mahal, Agra, India edit2.jpgForbidden City Beijing Shenwumen Gate.JPG
Arquitetura egípcia: Templo de EdfuArquitetura grega: Academia de AtenasArquitetura indiana de raízes islâmicas: Taj MahalArquitetura sino-oriental: Portão da Grandeza Divina

Bibliografia

  • COSTA, Lúcio, Arquitetura; São Paulo: José Olympio, 2002.
  • RASMUSSEN, Esteen Eiler; Arquitetura vivenciada; São Paulo: Martins Fontes, 2002.
  • ZEVI, Bruno; Saber ver a arquitetura; São Paulo: Martins Fontes, 2002
  • ARGAN, Giulio Carlo; Arte moderna; São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

Referências

  1. Ich die Baukunst eine erstarrte Musik nenne - Carta a Eckermann (March 23, 1829) + Também atribuída a Friedrich Schiller.[1]
  2. COSTA, Lúcio (1902-1998). Considerações sobre arte contemporânea (1940). In: Lúcio Costa, Registro de uma vivência. São Paulo: Empresa das Artes, 1995. 608p.il.

Definição moderna

Definição moderna
Uma definição precisa de arquitetura é impossível, como já foi ressaltado, dada a sua amplitude. Como as demais artes e ciências, ela passa por mudanças constantes. No entanto, o excerto a seguir, escrito por Lúcio Costa, costuma gozar de certa unanimidade quanto à sua abrangência.
"Arquitetura é antes de mais nada construção, mas, construção concebida com o propósito primordial de ordenar e organizar o espaço para determinada finalidade e visando a determinada intenção. E nesse processo fundamental de ordenar e expressar-se ela se revela igualmente e não deve se confundir com arte plástica, porquanto nos inumeráveis problemas com que se defronta o arquiteto, desde a germinação do projeto, até a conclusão efetiva da obra, há sempre, para cada caso específico, certa margem final de opção entre os limites - máximo e mínimo - determinados pelo cálculo, preconizados pela técnica, condicionados pelo meio, reclamados pela função ou impostos pelo programa, - cabendo então ao sentimento individual do arquiteto, no que ele tem de artista, portanto, escolher na escala dos valores contidos entre dois valores extremos, a forma plástica apropriada a cada pormenor em função da unidade última da obra idealizada.
A intenção plástica que semelhante escolha subentende é precisamente o que distingue a arquitetura da simples construção."[2]
Esta definição é entendida como um consenso pois ela resume praticamente toda uma metade de século de pensamento arquitetónico: a visão de Lúcio Costa sintetiza as várias teorias propostas por arquitetos pertencentes à arquitetura moderna. Dado que o moderno procurou se colocar não como mais um entre vários estilos, mas como efetivamente a arquitetura, e sua visão de mundo tornou-se predominante, ela tornou-se por fim um consenso. A teorização proposta pela arquitetura moderna engloba, no entanto, também toda a arquitetura produzida antes dela, já que ela manifesta claramente que a arquitetura surge de um programa, incorporando as variáveis sociais, culturais, económicas e artísticas do momento histórico. Na medida em que os momentos históricos são heterogêneos, a definição moderna da arquitetura não ilegítima nenhuma outra manifestação histórica, mas ativamente combate a cópia de outros momentos históricos no momento contemporâneo.

A tríade vitruviana

A tríade vitruviana
Na obra de Vitrúvio, definem-se quatro os elementos fundamentais da arquitetura: a firmitas (que se refere à estabilidade, ao carácter construtivo da arquitetura/resistência), a utilitas (que originalmente se refere à comodidade e ao longo da história foi associada à função e ao utilitarismo), a venustas (associada à beleza e à apreciação estética) e o decorum (associado à dignidade da arquitetura, à necessidade de rejeição dos elementos supérfluos e ao respeito das tradições/ordens arquitetônicas).
Desta forma, e segundo este ponto de vista, uma construção passa a ser chamada de arquitetura quando, além de ser firme e bem estruturada (firmitas), possuir uma função (utilitas), respeitar as ordem clássicas (decorum) e for, principalmente, bela (venustas). Há que se notar que Vitrúvio contextualizava o conceito de beleza segundo os conceitos clássicos. Portanto, a venustas foi, ao longo da história, um dos elementos mais polémicos das várias definições da arquitetura.

Como se conceitua arquitetura

arquitetura (AO 1945: arquitectura) (do grego αρχή [arkhé] significando "primeiro" ou "principal" e τέχνη [tékhton] significando "construção") refere-se à arte ou a técnica de projetar e edificar o ambiente habitado pelo ser humano. Neste sentido, a arquitetura trata destacadamente da organização do espaço e de seus elementos: em última instância, a arquitetura lidaria com qualquer problema de agenciamento, organização, estética e ordenamento de componentes em qualquer situação de arranjo espacial. No entanto, normalmente a arquitetura associa-se diretamente ao problema da organização do homem no espaço (e principalmente no espaço urbano).
A arquitetura como atividade humana existe desde que o homem passou a se abrigar das intempéries. Uma definição mais precisa da área envolve todo o design (ou seja, o projeto) do ambiente construído pelo homem, o que engloba desde o desenho de mobiliário (desenho industrial) até o desenho da paisagem (paisagismo), da cidade (planejamento urbano e urbanismo) e da região (planejamento regional ou Ordenamento do território). Neste percurso, o trabalho de arquitetura passa necessariamente pelo desenho de edificações (considerada a atividade mais comum do arquiteto), como prédios, casas, igrejas, palácios, entre outros edifícios. Segundo este ponto de vista, o trabalho do arquiteto envolveria, portanto, toda a escala da vida do homem, desde a manual até a urbana.

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