No Rio de Janeiro a presença lusitana se faz sentir mais fortemente. Distingue-se das outras cidades por uma tendência à sobriedade neoclássica, reforçada pelas influências no Brasil da reforma pombalina. Na arte civil, por exemplo, Passeio Público de 1779-1785 e Chafariz da Pirâmide de 1789 (imagem acima) e sacra de Mestre Valentim o perfeito equilíbrio entre os postulados racionais do classicismo, a dinâmica e grandiloqüência do barroco e um certo sentido de preciosismo e delicadeza da estética rococó, sintetiza brilhantemente o espírito da arte carioca da segunda metade do século XVIII.
– Sobre o Chafariz de Mestre Valentim
Vista do Largo do Carmo (Debret, 1834). Em primeiro plano
vê-se o Chafariz de Mestre Valentim junto ao cais.
Chafariz do Carmo — popularmente conhecido como Chafariz de Mestre Valentim ou Chafariz da Pirâmide, localiza-se no antigo Largo do Carmo, atual Praça XV, no centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. Antes dos aterros, encontrava-se junto à escadaria de atracação dos barcos. A necessidade de abastecimento de água, segundo o Dicionário de Curiosidades do Rio de Janeiro, levou a Coroa Portuguesa a dar licença para construção desse chafariz bem ao lado de um outro, o Chafariz da Junta de Comércio. A obra iniciou-se em 1779, a mando do Vice-Rei D. Luís de Vasconcelos e Sousa (1779-1790), com risco do Brigadeiro Jacques Funk. De seu primitivo local, o novo chafariz foi transferido para a beira-mar e Mestre Valentim chamado para executar a obra, inteiramente reformada, dada a fragilidade do material. Tem a forma de uma torre, encimada por uma pequena pirâmide em granito, com detalhes (placas comemorativas, pináculos em forma de fogaréus) em pedra de lioz portuguesa. Mestre Valentim acrescentou apenas o brasão do Vice-Rei, em mármore branco, e duas outras peças em homenagem à Rainha D. Maria I. A obra estava concluída em 1789.vê-se o Chafariz de Mestre Valentim junto ao cais.


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