No final do século XIX, em Viena, um grupo de artistas descontentes com a arte austríaca produzida na época, considerada por eles como pouco expressiva, reuniu-se em um movimento que denominaram Secessão, exatamente para marcar sua separação das manifestações artísticas existentes.
Em geral, a Secessão propunha formular critérios mais elevados para a produção e apreciação da arte moderna. Essas idéias fundamentaram a iniciativa de constantes exposições que passaram a ter um espaço próprio, o Pavilhão de exposições da Secessão de Viena, projetado pelo arquiteto Joseph Maria Olbrich e construído entre 1897 e 1898.
Pavilhão de exposições da Secessão de Viena, projetado pelo arquiteto Joseph Maria Olbrich.
As exposições tornaram-se famosas porque não se limitavam a mostrar as obras de cada artista separadamente, mas procuravam apresentar uma unidade das obras de arte com uma mesma proposta estética. Assim, a arquitetura, os elementos decorativos das salas, a escultura e a pintura deveriam formar um todo, mas não um todo em que as individualidades deveriam dialogar com a proposta da exposição.
Entre os artistas da Secessão de Viena o nome mais conhecido é, sem dúvida, o de Gustav Klimt, que participou da exposição de 1902 como autor do famoso Friso de Bethoven, que ornamentou um dos salões da mostra. Entretanto, O beijo, é a obra de Klimt que mais difundiu a sua arte e mais foi reproduzida em todo o mundo.
O beijo (1907-1908), de Gustav Klimt.

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